segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

De como me tornei espírita kardecista

Resolvi escrever este post para esclarecer que sim, me converti. E sim, estou muitíssimo feliz com isso. Eis o relato...


Em outubro, estava muito angustiada. Quem me conhece sabe que sou ansiosa demais e saber que meu marido estava doente não ajudou em nada. 

Procurei alguns padres que conhecia. Sempre fui católica-romana e, mesmo quando deixei de ir à igreja, pagava dízimo e participava das campanhas. Nenhum representante oficial sequer respondeu ao meu pedido de levar a unção dos enfermos ao Rafa. Da mesma forma que, meses antes, nenhum deles se dispôs a fazer meu casamento. Ou seja, nos principais momentos de minha vida, fui abandonada a minha própria sorte. 

Um dia, um conhecido me perguntou se eu não queria ir à Federação Espírita do Estado de São Paulo. Segundo a pessoa, se não gostasse, não precisava ficar, podia sair quando achasse melhor. Fomos. Ouvi a palestra, tomei um passe magnético, senti meu coração se acalmar. Resolvi que queria tentar fazer o tratamento deles. Passei por uma entrevista e fui mandada a uma salinha de reflexão. Nada de celular ou conversas: a ordem é pensar na vida e pedir a Deus que auxilie na busca da melhor assistência (aliás, é proibido usar celular lá, coisa que acho fantástica!). Fui chamada de volta e me disseram que faria seis sessões de P3E, assistência espiritual para obsidiados, como vim a saber depois. 

E lá fui eu, num domingão de manhã, assistir a uma palestra mais específica sobre o Evangelho Segundo o Espiritismo e tomar dois passes, um "normal" e outro específico para meu caso. Já de cara, sentei ao lado de uma senhora e, como acontece a todos que se acham perdidos, quando ela me perguntou por que estava ali, contei minha história, achando que era a mais triste do recinto. Eis que ela me diz que estava ali há 11 anos. O filho fora assassinado por vizinhos, que roubaram a moto do menino para traficar. Ela sequer pôde denunciá-los. Mas acreditava na justiça divina e encontrou conforto nas reuniões. Sempre que se sentia mal, ia à FEESP e a dor melhorava um pouco. Tapa bem dado na minha cara. 

Continuei o tratamento, fiz uma leitura completa do Evangelho codificado por Allan Kardec e comecei a ler outras obras falando sobre o mundo espiritual na visão espírita. Tudo começou a fazer sentido. 

Um dia antes da cirurgia do Rafa, pedi tratamento à distância para ele. 

No dia, consegui me manter tranquila, na medida do possível. Ao contrário do que sempre me acontecia, não passei o tempo todo imaginando tragédias. Pelo contrário, pensava no quanto Deus era bom por nos permitir avançar tanto na medicina, E mentalizava para que tudo desse certo, via meu marido de volta em casa. Deu certo.

Quando terminei as primeiras seis sessões, voltei ao local das entrevistas. Achava que tinha melhorado e confesso, fiquei meio triste quando soube que teria de continuar a frequentar o P3E. Estava tão empolgada que queria começar a fazer cursos na federação e descobri que, estando nessa assistência, não poderia. Os mentores, no entanto, me deram três palavras para refletir nas seis sessões que faria: fé, coragem e esperança. A vida se abriu. 

O Rafa melhorou muito mais rápido do que todo mundo achava que seria. Coisas boas começaram a acontecer sem parar. Passei a esperar feliz pelo domingo de manhã: ir à assistência era uma das melhores partes da semana! Comecei a fazer o Evangelho no Lar diariamente e sempre fico feliz quando faço vibrações pelas pessoas, pelo mundo. Porque dentro da FEESP, encontrei o Cristo vivo, achei a paz e a felicidade que tanto busquei por toda a minha vida. Aprendi a ver meus problemas e aflições como provas que devo enfrentar com resignação e paciência por serem parte de um processo constante de evolução. 

E ontem, quando terminei minha segunda assistência, ganhei o presente que mais pedi a Deus: tive alta do P3E, fui para duas assistências que servem apenas para manter meu padrão vibratório alto e... Poderei começar meu curso para, em cinco anos, se Jesus me ajudar, poder trabalhar na federação! Não há nada que queira mais que servir às pessoas, fazê-las sentir a harmonia e a alegria que sinto lá! Que Jesus e os mentores me ajudem! Orem por mim!


Photo credit: Mystical Tree Imagery via VisualHunt.com / CC BY-NC-SA

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