sábado, 31 de dezembro de 2016

Para 2017

Para este ano:

- retomar blog diário
- conseguir certificações do Google 
- pelo menos meia hora de atividade física diária, contada no relógio, três vezes por semana
- abolir o refrigerante
- cortar o açúcar totalmente pelo menos três vezes por semana
- cortar carnes de qualquer tipo duas vezes por semana
- lanches apenas uma vez por mês
- mais ação, menos medo
- mais sorrisos, menos encanações 
- a cada quilo perdido, um presente (que não seja comida) ganho 
- muito sexo
- menos exibição em mídias sociais
- mais séries, livros, amigos e comida caseira!

terça-feira, 26 de abril de 2016

Do tempo e da correria

A vida passa cada vez mais depressa. Depois dos 30 anos, aliás, fica fácil constatar isso.

Ando correndo muito, em todos os setores da vida. Não reclamo. Prefiro assim. Ruim é ficar parada, sem nada para fazer.

Em meio ano, aprendi mais do que nos outros dez anos da minha vida. Simples assim. Simples? Nem um pouco. Puxado. E gostoso. Lembrar que tenho um cérebro, que tenho criatividade, que tenho um mínimo de inteligência. Voltei a ser humana, provei que não sou apenas uma máquina. Era assim que me sentia há apenas um ano: uma máquina. Com um número de ativo fixo. Sem nenhuma possibilidade de fazer mais nada que exigisse reflexão. 

Com isso, até o que assusta e cansa, também estimula. Quero mais dessa vida corrida, dessa energia bem gasta, dessa vontade imensa de viver. Nunca mais quero voltar a me sentir um robô. 

Que venha mais correria, mais vida, mais o que fazer! Bora!

quinta-feira, 10 de março de 2016

Repertório



Photo credit: israelalcazar via Visualhunt.com / CC BY-NC

Esta é a palavra. 

Quatro anos na primeira universidade, mais dois na pós-graduação e fui aprender mesmo agora. E, olha, posso garantir que é tanto ganho, é tanta coisa nova que nem sei como cabe aqui dentro!

O mesmo para a vida profissional. Onze anos de experiência para concluir que o que quero não está fora. Está aqui! 

O que mais me alegra é perceber que isso é o começo do caminho, que a jornada ainda tem muito a oferecer e mostrar. Estou longe de onde quero, mas já dei os primeiros passos. 

E agradeço demais a Deus por me permitir viver tudo isso. Só o amor Dele explica tanta benção e transformação em tão pouco tempo!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Um novo começo


Photo credit: kalyan02 via Visualhunt / CC BY

Voltar para a faculdade tem sido um desafio e uma delícia. É clichê, mas é verdade: tudo fica completamente diferente quando você decide voltar aos bancos escolares mais velho. 

Curso escolhido: Mídias Sociais Digitais, na Belas Artes. Com bolsa de estudos integral, a convite da fada madrinha Carol Garcia. 

Mas, sim, foi uma escolha. Com bolsa ou não, não é fácil ser mãe, mulher, profissional em busca de rumo e ainda cursar uma nova graduação. E daí vem a primeira diferença. 

Quando cheguei à UNESP, em 1999 (:O), não tinha muita certeza sobre nada. Jornalismo? Bauru? O que fazer? Fiz. Simples assim. Completei porque era preciso, ainda que seja mentira afirmar que aproveitei tudo o que podia. Claro que descobri um mundo à parte, que cresci, que aprendi bastante. Contudo, foi bem menos do que poderia ter sido. 

Minhas escolhas sempre foram marcadas por ir na vibração de alguém. Meu irmão fez Jornalismo. Meu pai foi administrador a vida inteira (e veio meu MBA). Minha mãe é pedagoga (e eu tenho docência). O que faltava?

Maturidade. Auto-conhecimento. Segurança. 

Com 18 anos foi muito complicado perceber o que realmente queria. Não acho que tenha errado, ainda que tenha acertado mais por sorte que por consciência. Além das óbvias questões de ainda não saber nada na teoria, conseguia sequer me conhecer. Se havia dias em que percebia remotamente que sabia escrever, que concatenava bem ideias, que argumentar não era uma coisa complexa, também me sentia frágil e lenta em muitos momentos. E, como não poderia deixar de ser, muitas vezes me dedicava mais a questões de "dores de amores" que a quem queria ser num futuro que parecia muito distante. 

Aos 35, a história, graças a Deus, é bem outra. Primeiro que não havia mais a pressão por decidir. Mais de dez anos de carreira me deixaram bastante consciente de que, ok, minha praia é comunicação e, principalmente, mídias sociais. Eu gosto de tecnologia, amo novidades, posso facilmente passar o dia no computador, adoro ser early adopter. Quanto às "dores de amores", se resolveram, naturalmente. O Rafa, aliás, foi um dos mentores mais incríveis que já tive. Fez-me entender que não adiantava permanecer infeliz apenas por achar que isso faria outras pessoas felizes e me daria um status. O melhor status é ser feliz com o que se faz.

Assim, o novo curso chegou com naturalidade. Não é mais chato ter de ler um monte. Não me atormenta a perspectiva de ter de dormir pouco, trabalhar e estudar muito. Pelo contrário. Cada trabalho novo, cada prova, cada texto e professor me trarão coisas novas, novas perspectivas, ideias, um novo jeito de encarar a vida. Mesmo que canse, dá vontade de ir sempre em frente. E lá vou eu!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Fé, esperança e amor




Photo credit: Charlotte90T via Visual Hunt / CC BY-NC-ND

Acho que deveria estar desesperada. Não estou. Fiz o que precisava ser feito, ajudei o que pude, mas chega o momento em que temos consciência de que um trabalho acabou. Que já não faz sentido manter as coisas como estão. Foi assim.

Não me arrependo de todo o trabalho. Tive a chance de tirar uma área inteira do zero, consegui fazer isso, testei minhas habilidades. E sei que se não pude continuar, não foi porque o que fiz estava malfeito ou errado. As questões que levara ao encerramento do meu contrato estavam além do que eu podia sanar, infelizmente. 

Agora? Bom, no mundo ideal, começaria a faculdade - uma alegria num dia triste! - e começaria a buscar novos trabalhos na área. No mundo real, preciso voltar ao mercado o quanto antes: minhas contas não me permitem esperar. 

Por que não desesperar? Porque desta vez, confio que tudo o que me acontece é para meu próprio bem. Que esse tipo de prova vem para testar minha fé, para que possa ter a oportunidade de modificar antigas reações e evoluir. É óbvio que dá medo, claro que entendo o quanto de responsabilidades tenho a cumprir. Contudo, desta vez, entrego a Deus meu caminho e peço que ele ilumine o que for melhor para mim. Prova aceita, cabeça feita. Seja como for, o progresso virá. 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Mudança de atitude

A parte mais difícil de mudar meu padrão vibratório é tentar mantê-lo elevado o tempo todo. Contudo, é interessante notar que, quando consigo me controlar e olho o lado bom das coisas, os problemas se tornam praticamente inexistentes. 

Cresci pessimista. Herdei a tendência de preferir esperar pelo pior para me contentar mais caso o melhor acontecesse. Isso é uma maneira difícil de viver: tudo causa ansiedade, tudo o que pensava ia pelo que ia acontecer de errado. 

Fazer o caminho inverso pode parecer simples. Não é. O cérebro se vicia facilmente. O espírito tende a se manter na mesma levada. 

Confesso que ainda tenho dificuldade. Ainda não consigo pensar algo positivo em situações complexas de cara. Ainda me vêm reclamações, medos, ideias ruins. Até que me nego a continuar e vejo o que há de bom na situação. É um exercício. Espero que com o tempo, isso mude mesmo e eu consiga pular a parte negativista do processo. A ver.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

De como me tornei espírita kardecista

Resolvi escrever este post para esclarecer que sim, me converti. E sim, estou muitíssimo feliz com isso. Eis o relato...


Em outubro, estava muito angustiada. Quem me conhece sabe que sou ansiosa demais e saber que meu marido estava doente não ajudou em nada. 

Procurei alguns padres que conhecia. Sempre fui católica-romana e, mesmo quando deixei de ir à igreja, pagava dízimo e participava das campanhas. Nenhum representante oficial sequer respondeu ao meu pedido de levar a unção dos enfermos ao Rafa. Da mesma forma que, meses antes, nenhum deles se dispôs a fazer meu casamento. Ou seja, nos principais momentos de minha vida, fui abandonada a minha própria sorte. 

Um dia, um conhecido me perguntou se eu não queria ir à Federação Espírita do Estado de São Paulo. Segundo a pessoa, se não gostasse, não precisava ficar, podia sair quando achasse melhor. Fomos. Ouvi a palestra, tomei um passe magnético, senti meu coração se acalmar. Resolvi que queria tentar fazer o tratamento deles. Passei por uma entrevista e fui mandada a uma salinha de reflexão. Nada de celular ou conversas: a ordem é pensar na vida e pedir a Deus que auxilie na busca da melhor assistência (aliás, é proibido usar celular lá, coisa que acho fantástica!). Fui chamada de volta e me disseram que faria seis sessões de P3E, assistência espiritual para obsidiados, como vim a saber depois. 

E lá fui eu, num domingão de manhã, assistir a uma palestra mais específica sobre o Evangelho Segundo o Espiritismo e tomar dois passes, um "normal" e outro específico para meu caso. Já de cara, sentei ao lado de uma senhora e, como acontece a todos que se acham perdidos, quando ela me perguntou por que estava ali, contei minha história, achando que era a mais triste do recinto. Eis que ela me diz que estava ali há 11 anos. O filho fora assassinado por vizinhos, que roubaram a moto do menino para traficar. Ela sequer pôde denunciá-los. Mas acreditava na justiça divina e encontrou conforto nas reuniões. Sempre que se sentia mal, ia à FEESP e a dor melhorava um pouco. Tapa bem dado na minha cara. 

Continuei o tratamento, fiz uma leitura completa do Evangelho codificado por Allan Kardec e comecei a ler outras obras falando sobre o mundo espiritual na visão espírita. Tudo começou a fazer sentido. 

Um dia antes da cirurgia do Rafa, pedi tratamento à distância para ele. 

No dia, consegui me manter tranquila, na medida do possível. Ao contrário do que sempre me acontecia, não passei o tempo todo imaginando tragédias. Pelo contrário, pensava no quanto Deus era bom por nos permitir avançar tanto na medicina, E mentalizava para que tudo desse certo, via meu marido de volta em casa. Deu certo.

Quando terminei as primeiras seis sessões, voltei ao local das entrevistas. Achava que tinha melhorado e confesso, fiquei meio triste quando soube que teria de continuar a frequentar o P3E. Estava tão empolgada que queria começar a fazer cursos na federação e descobri que, estando nessa assistência, não poderia. Os mentores, no entanto, me deram três palavras para refletir nas seis sessões que faria: fé, coragem e esperança. A vida se abriu. 

O Rafa melhorou muito mais rápido do que todo mundo achava que seria. Coisas boas começaram a acontecer sem parar. Passei a esperar feliz pelo domingo de manhã: ir à assistência era uma das melhores partes da semana! Comecei a fazer o Evangelho no Lar diariamente e sempre fico feliz quando faço vibrações pelas pessoas, pelo mundo. Porque dentro da FEESP, encontrei o Cristo vivo, achei a paz e a felicidade que tanto busquei por toda a minha vida. Aprendi a ver meus problemas e aflições como provas que devo enfrentar com resignação e paciência por serem parte de um processo constante de evolução. 

E ontem, quando terminei minha segunda assistência, ganhei o presente que mais pedi a Deus: tive alta do P3E, fui para duas assistências que servem apenas para manter meu padrão vibratório alto e... Poderei começar meu curso para, em cinco anos, se Jesus me ajudar, poder trabalhar na federação! Não há nada que queira mais que servir às pessoas, fazê-las sentir a harmonia e a alegria que sinto lá! Que Jesus e os mentores me ajudem! Orem por mim!


Photo credit: Mystical Tree Imagery via VisualHunt.com / CC BY-NC-SA

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Aquele primeiro post...

Nos últimos anos, tenho tentado manter um blog praticamente a cada seis meses. Acho que meu perfil metódico e sistêmico tem me prejudicado. A verdade é que começo empolgadíssima, especifico um tema, pesquiso e... Desencano. Começo a achar um saco ter de pensar apenas sobre um assunto, falar só de uma coisa. A vida não é assim, graças a Deus. Temos diversas lutas diárias, diversos fatos acontecendo sem parar. Um tema só? Como priorizar? Aliás, cansei dessa coisa de prioridade. Porque as minhas provavelmente são diferentes das suas. E tudo bem. Não somos a mesma pessoa, não vemos tudo do mesmo jeito, cada um tem suas idiossincrasias, que maravilha. Então, se não gostar do que escrevo, uma dica: não venha me ler! Ninguém vai te obrigar. Se vier, saiba que esta sou eu. Sem a maquiagem, sem pensar muito, praticamente com um pijama e bafo de quem acabou de acordar. Bem-vindo! Photo credit: Flооd via Visual Hunt / CC BY-NC-ND