Voltar para a faculdade tem sido um desafio e uma delícia. É clichê, mas é verdade: tudo fica completamente diferente quando você decide voltar aos bancos escolares mais velho.
Curso escolhido: Mídias Sociais Digitais, na Belas Artes. Com bolsa de estudos integral, a convite da fada madrinha Carol Garcia.
Mas, sim, foi uma escolha. Com bolsa ou não, não é fácil ser mãe, mulher, profissional em busca de rumo e ainda cursar uma nova graduação. E daí vem a primeira diferença.
Quando cheguei à UNESP, em 1999 (:O), não tinha muita certeza sobre nada. Jornalismo? Bauru? O que fazer? Fiz. Simples assim. Completei porque era preciso, ainda que seja mentira afirmar que aproveitei tudo o que podia. Claro que descobri um mundo à parte, que cresci, que aprendi bastante. Contudo, foi bem menos do que poderia ter sido.
Minhas escolhas sempre foram marcadas por ir na vibração de alguém. Meu irmão fez Jornalismo. Meu pai foi administrador a vida inteira (e veio meu MBA). Minha mãe é pedagoga (e eu tenho docência). O que faltava?
Maturidade. Auto-conhecimento. Segurança.
Com 18 anos foi muito complicado perceber o que realmente queria. Não acho que tenha errado, ainda que tenha acertado mais por sorte que por consciência. Além das óbvias questões de ainda não saber nada na teoria, conseguia sequer me conhecer. Se havia dias em que percebia remotamente que sabia escrever, que concatenava bem ideias, que argumentar não era uma coisa complexa, também me sentia frágil e lenta em muitos momentos. E, como não poderia deixar de ser, muitas vezes me dedicava mais a questões de "dores de amores" que a quem queria ser num futuro que parecia muito distante.
Aos 35, a história, graças a Deus, é bem outra. Primeiro que não havia mais a pressão por decidir. Mais de dez anos de carreira me deixaram bastante consciente de que, ok, minha praia é comunicação e, principalmente, mídias sociais. Eu gosto de tecnologia, amo novidades, posso facilmente passar o dia no computador, adoro ser early adopter. Quanto às "dores de amores", se resolveram, naturalmente. O Rafa, aliás, foi um dos mentores mais incríveis que já tive. Fez-me entender que não adiantava permanecer infeliz apenas por achar que isso faria outras pessoas felizes e me daria um status. O melhor status é ser feliz com o que se faz.
Assim, o novo curso chegou com naturalidade. Não é mais chato ter de ler um monte. Não me atormenta a perspectiva de ter de dormir pouco, trabalhar e estudar muito. Pelo contrário. Cada trabalho novo, cada prova, cada texto e professor me trarão coisas novas, novas perspectivas, ideias, um novo jeito de encarar a vida. Mesmo que canse, dá vontade de ir sempre em frente. E lá vou eu!

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